8 mitos comuns que você ainda pensa serem verdades

8 mitos comuns que você ainda pensa serem verdades

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Quem nunca se viu em meio a uma conversa, onde “fatos” curiosos são compartilhados como se fossem verdades inquestionáveis? Nesses momentos, é comum acreditar cegamente nessas “informações”, especialmente quando elas parecem plausíveis ou vêm de fontes confiáveis. Infelizmente, muitas dessas “verdades” não passam de mitos, meias-verdades ou equívocos comuns.

Pense naquela vez que alguém te contou: Os touros ficam enfurecidos com a cor vermelha, ou quando um conhecido afirmou com confiança: “Um nunca raio cai duas vezes no mesmo lugar”. Envolventes, não é? Mas a realidade é que essas afirmações, por mais difundidas que sejam, são equívocos que foram perpetuados ao longo dos anos.

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Neste artigo, propomos um desafio: desvendar nove desses mitos populares que, mesmo com o avanço da ciência e do conhecimento, ainda são considerados verdadeiros por muitos. Preparado para rever conceitos e questionar o que você acredita ser verdade? É hora de abrir a mente para novos aprendizados e descobrir que, às vezes, a verdade é ainda mais fascinante do que o mito. Vamos nessa jornada juntos?

1. Lagartixas NÃO podem regenerar qualquer parte do corpo

Lagartixa doméstica (Fonte: Freepik)

Há um senso comum que afirma que as largatixas têm a habilidade de regenerar qualquer parte do corpo. Uma crença tão enraizada que muitos de nós nunca pensamos em questionar. No entanto, a verdade é que essa capacidade de regeneração é mais limitada do que geralmente imaginamos.

As lagartixas são, de fato, animais incríveis e têm uma habilidade impressionante de regeneração, mas isso não se aplica a todas as partes do seu corpo. Elas são famosas por sua capacidade de regenerar a cauda, um mecanismo de defesa adaptativo para escapar de predadores. Quando ameaçada, a lagartixa pode “soltar” sua cauda, que continua a se mover para distrair o predador enquanto a lagartixa foge. Em seguida, a largatixa inicia o processo de regeneração para crescer uma nova cauda.

No entanto, esse superpoder de regeneração é restrito à cauda. Se uma lagartixa perder uma perna, um olho ou, certamente, a cabeça, ela não será capaz de regenerar essas partes. A regeneração da cauda é uma habilidade notável, mas infelizmente, essa é a única parte do corpo que as lagartixas são capazes de regenerar. Então, a próxima vez que ouvir que as lagartixas podem regenerar qualquer parte do corpo, agora você sabe que isso é, na verdade, um mito.

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2. A Muralha da China NÃO pode ser vista do espaço

Muralha da China (Fonte: Freepik)

Outro mito bastante popular afirma que a Grande Muralha da China é tão colossal que pode ser vista do espaço. No entanto, apesar de sua impressionante extensão e histórica grandiosidade, a verdade é que essa antiga fortificação não é visível do espaço sem a ajuda de equipamentos ópticos.

O Grande Muro da China é, sem dúvida, uma maravilha da engenharia humana. Com mais de 21.000 quilômetros de comprimento, esta incrível estrutura se estende por desertos, montanhas, pastagens e florestas. Seu papel principal era proteger o Império Chinês contra invasões, mas hoje serve como um importante símbolo histórico e cultural.

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No entanto, quando se trata de sua visibilidade do espaço, astronautas que já estiveram na Estação Espacial Internacional (ISS) desmentiram esse mito. O astronauta canadense Chris Hadfield, por exemplo, afirmou que o muro é quase invisível do espaço. Ele explicou que, embora o muro seja longo, é muito estreito e se mistura com a paisagem natural. Sem a ajuda de instrumentos ópticos, como binóculos ou câmeras de alta resolução, é praticamente impossível distinguir a Grande Muralha da China do espaço.

3. Os touros NÃO ficam enfurecidos com a cor vermelha

Touro (Fonte: Freepik)

Um mito bastante difundido é que os touros reagem com fúria à cor vermelha. Essa crença, principalmente enraizada na cultura da tourada, na verdade não possui fundamento científico. Afinal, os touros, assim como a maioria dos bovinos, são daltônicos para a cor vermelha.

Os touros são animais que veem em tons de azul e amarelo, mas não conseguem distinguir a cor vermelha. O que realmente atrai a atenção de um touro não é a cor da manta, ou muleta, utilizada pelo toureiro, mas sim o movimento dela. O agitar da muleta é interpretado pelo animal como uma ameaça, causando sua reação característica.

O uso da cor vermelha nas mantas dos toureiros é mais uma questão de tradição e estética do que de função prática. O vermelho, além de ser uma cor tradicionalmente associada à coragem e à paixão, também se destaca dramaticamente na arena, oferecendo um espetáculo visual mais impressionante para os espectadores.

4. Os seres humanos NÃO evoluíram dos macacos

Humans and Apes (Fonte: Freepik)

Um equívoco comum ao se falar sobre a teoria da evolução é a ideia de que os seres humanos evoluíram diretamente dos macacos. Essa crença, além de simplista, não reflete a complexidade e a riqueza do processo evolutivo.

O que a teoria da evolução de Charles Darwin realmente propõe é que humanos e macacos compartilham um ancestral comum. Ou seja, não somos descendentes diretos dos macacos que vemos hoje, mas sim parentes distantes, ramificações diferentes de um mesmo tronco evolutivo.

Então, da próxima vez que você ouvir alguém dizer que “os humanos descendem dos macacos”, já sabe que a realidade é um pouco mais complexa e fascinante. Nós não somos descendentes dos macacos, mas sim parentes distantes, frutos da maravilhosa e contínua história da evolução.

5. Se você tocar em um filhote de pássaro, a mãe NÃO o rejeitará

Ninho de pássaros (Fonte: Freepik)

Este é um mito antigo que muitas pessoas ainda acreditam. Provavelmente foi transmitido ao longo das gerações como uma maneira de desencorajar as crianças a mexerem nos ninhos de pássaros. No entanto, a verdade é que a maioria das aves possui um sentido de olfato muito fraco e não rejeitaria seus filhotes devido ao cheiro humano.

Contrariamente ao que muitos acreditam, a maioria das espécies de pássaros não tem um olfato muito desenvolvido. Isso significa que mesmo se você tocasse um filhote, a mãe pássaro provavelmente não notaria nenhum cheiro estranho. Além disso, o instinto maternal é forte nas aves, e é pouco provável que abandonem seus filhotes apenas porque foram tocados por humanos.

Dito isto, ainda é uma boa ideia deixar os filhotes de pássaro em paz se você os encontrar. Muitas vezes, um filhote que parece estar sozinho pode simplesmente estar passando por uma etapa normal de seu desenvolvimento, durante a qual fica fora do ninho enquanto ainda está sendo alimentado e cuidado pelos pais. Além disso, manipular pássaros selvagens pode ser ilegal, dependendo de onde você vive, e também pode potencialmente expô-los a doenças.

Então, mesmo que não seja verdade que tocar um filhote de pássaro fará com que sua mãe o rejeite, ainda é melhor admirá-los de longe e deixá-los em paz.

6. Um raio cai SIM duas vezes no mesmo lugar

Raio (Fonte: Freepik)

Quem nunca ouviu essa frase ao presenciar uma tempestade? Apesar de popular, esse dito é mais um dos inúmeros mitos que permeiam o nosso dia a dia. A realidade é que um raio pode, sim, cair mais de uma vez no mesmo lugar.

De fato, há lugares no mundo que são atingidos por raios de forma repetitiva e previsível. Um dos exemplos mais citados é o Empire State Building, em Nova York. Este arranha-céu, devido à sua imponente altura, é um verdadeiro ímã para raios e chega a ser atingido, em média, 23 vezes por ano.

Portanto, se um local apresenta condições favoráveis, como altura e condutividade, para a ocorrência de uma descarga elétrica, nada impede que um raio caia ali mais de uma vez.

7. No Brasil, NÃO se fala apenas português

Indígenas Brasileiros (Fonte: Freepik)

Contrariamente à crença popular, o Brasil não é um país monolíngue. Sim, o português é a língua oficial e a mais falada, mas essa é apenas uma parte da rica tapeçaria linguística brasileira. Nosso país, de dimensões continentais e história multicultural, abriga uma diversidade linguística que vai muito além do português.

Entre as diversas comunidades indígenas, por exemplo, são faladas mais de 150 línguas diferentes. Cada uma com sua própria gramática, vocabulário e expressões culturais únicas, além disso, graças aos fluxos migratórios ao longo dos séculos, outras línguas também encontraram espaço no território brasileiro. São línguas que refletem a rica história e o patrimônio cultural dos povos do Brasil.

Portanto, dizer que no Brasil se fala apenas português é ignorar a rica e variada tapeçaria linguística que compõe a identidade do nosso país. Cada língua falada no Brasil é um reflexo da nossa história, da nossa diversidade e da nossa capacidade de acolher diferentes culturas.

8. A Amazônia NÃO é o pulmão do mundo

Amazônia (Fonte: Freepik)

Quando chamamos a Floresta Amazônica de “pulmão do mundo”, muitas vezes estamos pensando na ideia de que ela é a principal fonte de oxigênio do planeta. Mas a realidade é mais complexa.

A floresta amazônica, de fato, produz uma enorme quantidade de oxigênio através da fotossíntese, processo pelo qual as plantas convertem luz solar, água e dióxido de carbono em glicose e oxigênio. Mas ela também consome quase toda essa quantidade de oxigênio durante a respiração das plantas e a decomposição de matéria orgânica.

Portanto, na prática, a Amazônia é quase neutra em termos de produção de oxigênio. Ela é, entretanto, vital para o clima global de outras maneiras, especialmente devido ao seu papel na regulação do clima e na manutenção da biodiversidade.

Por outro lado, a maior parte do oxigênio atmosférico do mundo vem dos oceanos. Os fitoplânctons, algas microscópicas que flutuam nas camadas superiores dos oceanos, são responsáveis por cerca de metade da fotossíntese global, e, portanto, da produção de oxigênio. Esses organismos minúsculos, embora invisíveis a olho nu, são, coletivamente, os verdadeiros “pulmões do mundo”.

Então, embora seja correto valorizar a Amazônia pela sua imensa importância para o equilíbrio do nosso planeta, chamá-la de “pulmão do mundo” é uma simplificação. É importante lembrar que em geral o planeta depende de todos os seus ecossistemas, incluindo tanto as florestas quanto os oceanos.

Lucas Monteiro
Lucas Monteiro
Olá, eu sou o Lucas, um apaixonado por todas as formas de arte e um crítico que ama colocar suas ideias no papel. Tenho diploma em História da Arte da Universidade Federal do Rio de Janeiro e adoro viajar o mundo explorando museus e galerias. Quando não estou escrevendo, você pode me encontrar pintando ou visitando exposições de arte local.
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