7 comidas surpreendentes da antiguidade consumidas até hoje

7 comidas surpreendentes da antiguidade consumidas até hoje

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O mundo da culinária é uma viagem fascinante através do tempo. Desde tempos imemoriais, a comida tem sido um aspecto central das nossas vidas, moldando nossas tradições e nossas culturas.

A gastronomia é como um livro de história, cada prato é uma página que conta a história de um povo e de um período. As receitas que sobreviveram ao tempo são a prova da nossa evolução, de nossa habilidade para adaptar e inovar. Muitas dessas criações culinárias são peculiares, mas ainda assim encontraram espaço na nossa dieta contemporânea.

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Prepare-se para conhecer 7 pratos que datam da antiguidade e ainda são consumidos hoje. Cada um deles tem um lugar especial na cultura de um país e nos ajuda a entender a história e a tradição desse lugar. Alguns podem parecer estranhos, mas sem dúvida todos são surpreendentes.

1. Sannakji – o polvo da Coreia

(Fonte: Wikimedia Commons)

O Sannakji é uma iguaria coreana que envolve a ingestão de pequenos polvos, ou partes deles, geralmente temperados com óleo de gergelim e sementes. O consumo deste prato remonta há séculos e é famoso pela sensação única que proporciona.

Enquanto muitos apreciam o sabor delicado e a textura do Sannakji, é a experiência de comer algo ainda se movendo que realmente define esse prato. Muitos comensais consideram a sensação de tentáculos se contorcendo em sua boca parte da atração.

Apesar de controverso, e até mesmo perigoso, o Sannakji continua a ser uma parte popular da culinária coreana. Este prato nos desafia a expandir nossos horizontes culinários e a abraçar experiências alimentares completamente novas.

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2. Century Eggs – os ovos milenares da China

(Fonte: Wikimedia Commons)

Conhecido como “Century Eggs”, “Millenium Eggs” ou “Pidan”, este prato é uma iguaria chinesa com séculos de existência. A preparação deste prato é bastante peculiar: ovos de pato, galinha ou codorna são preservados numa mistura de argila, cal, sal, cinzas e cascas de arroz.

Os ovos são deixados para curar por várias semanas a vários meses. Durante este tempo, a clara se transforma em uma substância gelatinosa de cor âmbar e a gema adquire uma textura cremosa. O sabor é complexo e terroso, bem diferente dos ovos frescos que estamos acostumados.

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Apesar de sua aparência e sabor distintos, os Century Eggs são uma iguaria amada em muitas partes da Ásia. Eles são frequentemente servidos em congee (mingau de arroz), ou como aperitivo com gengibre em conserva. Esta iguaria, que perdura através dos séculos, nos lembra que a comida é muito mais do que nutrição, é também uma expressão de nossa cultura e história.

3. Hakarl – o tubarão fermentado da Islândia

(Fonte: Wikimedia Commons)

O Hákarl, prato tradicional da Islândia, consiste em tubarão-da-Groenlândia fermentado e seco ao ar livre. Sua origem remonta aos vikings, que desenvolveram essa técnica para preservar a carne em um ambiente inóspito.

A fermentação é um processo que dura em média de seis a doze semanas. Após esse período, o tubarão é cortado em tiras e deixado para secar ao ar livre durante alguns meses. O resultado é uma iguaria com um cheiro muito forte e um sabor que tem sido descrito como uma mistura de peixe e queijo azul.

Apesar do seu aroma peculiar e do seu sabor forte, o Hákarl ainda é apreciado pelos islandeses, principalmente durante o festival de inverno chamado Þorrablót. Sua persistência na dieta islandesa ilustra a tenacidade do povo e sua habilidade em aproveitar o que a natureza oferece, mesmo nas condições mais adversas.

4. Escamoles – a caviar mexicano

(Fonte: Wikimedia Commons)

Escamoles, também conhecido como o “caviar mexicano”, são as larvas de uma espécie de formiga preta. O consumo desse prato remonta aos tempos dos astecas. Esses pequenos ovos de formiga são colhidos das raízes da planta Agave, muito apreciada no México.

Os Escamoles são geralmente fritos com manteiga e ervas e servidos com tortilhas. Seu sabor é descrito como uma mistura de nozes e manteiga. Apesar da ideia de comer larvas de formiga poder parecer estranha para muitos, essa iguaria continua sendo uma parte importante da cultura gastronômica do México.

O consumo de insetos não é incomum em muitas partes do mundo. Na verdade, é uma prática que remonta a milhares de anos. Escamoles são um exemplo disso, demonstrando como as tradições culinárias podem desafiar nossas noções convencionais de comestibilidade e nutrição.

5. Casu Marzu – o queijo vivo da sardenha

(Fonte: Wikimedia Commons)

Casu Marzu é um queijo de ovelha da Sardenha, na Itália, famoso por seu ingrediente adicional: larvas vivas de moscas. Acredita-se que sua origem remonte à Idade do Bronze. A presença das larvas, que fermentam o queijo de dentro para fora, dá ao Casu Marzu um sabor muito forte e picante.

O consumo deste queijo exige coragem, não apenas por seu sabor intenso, mas também pela visão das larvas se contorcendo. Apesar disso, é uma iguaria muito apreciada na Sardenha e considerada um afrodisíaco. Sem dúvida, o Casu Marzu é um exemplo de como as tradições alimentares podem ser tanto intrigantes quanto questionáveis.

Continuar comendo Casu Marzu, apesar da presença de larvas, é um testemunho da importância do patrimônio gastronômico. Este queijo, com sua longa história e características peculiares, nos lembra que a culinária não é apenas sobre paladar, mas também sobre experiência e tradição.

6. Lutefisk – o peixe lixívia da Noruega

(Fonte: Wikimedia Commons)

O Lutefisk é um prato tradicional norueguês feito de bacalhau seco e salgado, que é embebido em uma solução de hidróxido de sódio, ou lixívia, para reidratá-lo. Este método de preparação remonta aos tempos dos vikings.

O processo de lixiviação dá ao peixe uma textura gelatinosa e um sabor muito particular. Apesar do seu método de preparação e textura inusitados, o Lutefisk é uma tradição norueguesa adorada, particularmente durante a época do Natal.

A sobrevivência do Lutefisk nos mostra como as tradições alimentares podem resistir ao teste do tempo, permanecendo como marcos da nossa cultura. Apesar do processo de preparação poder parecer estranho para alguns, o Lutefisk continua a ser uma iguaria apreciada e uma lembrança da herança viking da Noruega.

7. Mopane – o “super alimento” do sul da África

(Fonte: Wikimedia Commons)

Mopane, também conhecido como “lagarta mopane”, é uma iguaria popular em muitos países do sul da África. As lagartas são colhidas de árvores mopane e são um alimento básico na dieta local há séculos.

Ricas em proteínas e fácil de colher, as lagartas mopane são consideradas um “super alimento”. São normalmente preparadas em molhos ou secas ao sol para conservação. Apesar de incomum para algumas culturas, é uma fonte importante de nutrição em regiões onde a carne é escassa ou cara.

O Mopane é mais um exemplo de como a alimentação humana é incrivelmente diversificada. Enquanto para alguns, a ideia de comer insetos pode parecer estranha, para outros, é uma prática comum e uma importante fonte de alimento.

O legado culinário da antiguidade

Ao explorarmos as diferentes e “bizarras” iguarias do mundo antigo, que continuam a ser consumidas até hoje, percebemos o quão diversificada e culturalmente enriquecida é a nossa gastronomia global. Esses pratos, que podem parecer estranhos para alguns, são uma prova viva de como a comida é muito mais do que mero sustento. É um reflexo da nossa história, tradições e criatividade, conectando gerações através de sabores, aromas e texturas.

Cada iguaria apresenta uma abordagem diferente da alimentação, desafiando nossos paladares e percepções. Eles nos lembram que a comida pode ser uma aventura, uma viagem ao desconhecido que nos leva a experimentar e apreciar novas experiências.

Assim, somos capazes de apreciar a diversidade da nossa gastronomia global e ganhar uma nova perspectiva sobre o que significa comida. A culinária, em sua forma mais autêntica, é um diálogo intercultural contínuo que nos une, apesar das nossas diferenças.

Lucas Monteiro
Lucas Monteiro
Olá, eu sou o Lucas, um apaixonado por todas as formas de arte e um crítico que ama colocar suas ideias no papel. Tenho diploma em História da Arte da Universidade Federal do Rio de Janeiro e adoro viajar o mundo explorando museus e galerias. Quando não estou escrevendo, você pode me encontrar pintando ou visitando exposições de arte local.
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